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Noite Devorada
Overview
Voz inconfundível na poesia contemporânea brasileira, Mar Becker abre agora as portas do seu universo particularíssimo para falar de amor. Ou para amar, palavra por palavra, e fazer o amor falar. Em Noite devorada, a poeta gaúcha dispõe os versos como se mostrasse, pouco a pouco, os movimentos dos corpos que se "o amor fez frágeis demais minhas/ palavras// e eu agora temo feri-las de morte sussurrando-as".
Mas corpo, aqui, é tudo de que somos feitos, incluindo medos e saudades, desejos e equívocos. Se é justamente pelas frestas que o amor se move, todo cuidado é pouco para atravessar no livro essas noites longas, noites de abrigo e de insônia, com suas "horas devastadoras" em que "também a delicadeza devora, a seu modo".
Em seus versos, tudo parece muito claro, cada poro está exposto e vibrante, mas também recai uma sombra densa sobre o que é dito, porque a poeta, mesmo lidando com o vocabulário que seus colegas de ofício tanto já frequentaram, sabe fazer sua voz surgir vestida apenas de "palavras que resistem à pele última da legibilidade".
No percurso entre sua estreia em 2020, com A mulher submersa (finalista do prêmio Jabuti) e cova profunda é a boca das mulheres estranhas (publicado em 2024 pelo Círculo de Poemas), passando por Sal e Canção derruída (edição portuguesa de sua poesia pela prestigiosa Assírio & Alvim), Becker conquistou leitoras e leitores que não hesitam em acompanhá-la pelos recantos que apenas seus "pulsos finos" sabem tocar sem destruir — mas, se preciso, sabem também destruir. Ao convocá-los, agora, para "amar como a estrada ama os que se perdem", Noite devorada prova que é possível encontrar o amor no espaço (in)finito de um livro.
Mas corpo, aqui, é tudo de que somos feitos, incluindo medos e saudades, desejos e equívocos. Se é justamente pelas frestas que o amor se move, todo cuidado é pouco para atravessar no livro essas noites longas, noites de abrigo e de insônia, com suas "horas devastadoras" em que "também a delicadeza devora, a seu modo".
Em seus versos, tudo parece muito claro, cada poro está exposto e vibrante, mas também recai uma sombra densa sobre o que é dito, porque a poeta, mesmo lidando com o vocabulário que seus colegas de ofício tanto já frequentaram, sabe fazer sua voz surgir vestida apenas de "palavras que resistem à pele última da legibilidade".
No percurso entre sua estreia em 2020, com A mulher submersa (finalista do prêmio Jabuti) e cova profunda é a boca das mulheres estranhas (publicado em 2024 pelo Círculo de Poemas), passando por Sal e Canção derruída (edição portuguesa de sua poesia pela prestigiosa Assírio & Alvim), Becker conquistou leitoras e leitores que não hesitam em acompanhá-la pelos recantos que apenas seus "pulsos finos" sabem tocar sem destruir — mas, se preciso, sabem também destruir. Ao convocá-los, agora, para "amar como a estrada ama os que se perdem", Noite devorada prova que é possível encontrar o amor no espaço (in)finito de um livro.
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Book details & editions
| ISBN | 6561390733 |
| Publisher | Círculo de Poemas |
| Publication date | June 2025 |
| Language | English |
| Pages | pages |
| Reading Options | PDF · EPUB · Mobi |
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